Sem ti.
O sol nasce sem dar o alarme
Enquanto as lamentações são insuficientes.
Lamentações de um ser vivo que sem a tua presença
Não vive mais que tudo
E é pouco.
O tudo é pouco e quer ser nada
Comparado com aquilo que não mereço e mesmo assim dás,
Sem medo do que o amanhã reserve.
Um reservado sem ponta por onde se lhe pegue,
Com a ponta em chamas para que sejam rápidos
Os adeus,
Os até já,
Os até um dia que nasce e só morre
Quando as nossas vontades assim o quiserem.
Eu disse-te que era problema,
Eu disse-te e tu sabes que não sou bem de te dizer.
És parte de mim e serás um sempre.
Dou-te uma garantia não vitalicia,
Eterna.
Trindade
Uma qualquer noite
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