Fogo posto nas minhas articulações mata.
Chama pela carnificina de um cerrar de punho,
E como arde!
Ah como arde...
Grito por aqui enferrujado de olhos fechados,
Imaginando os ouvidos surdos
Que acariciam cada uma das minhas palavras:
Minas
Artificialmente sobrepostas,
Indiferentes ás chapadas sofridas pelo caminho
Retamente instável.
Rasgo feio os trapos de cetim,
As amarras de mais que uma vida:
Inútil.
Perco-me outra vez lá pelos mares de fogo
Onde meditas erradamente,
Fazendo de ti nada mais que uma prece ao vento:
"Leva-me contigo por onde sopras."
Envia mais uma vez as tuas cartas pintadas de branco,
Seladas a lacre de beijo perfumado!
Dói, por vezes dói!
O teu profissionalismo nos nós em corações quentes,
Maléfico,
Dói!
Uma dor suportável por uma vida.
Pelo menos assim o quer este teu poeta
Em pequenos feitos e
Em falsas epopeias.
Assim o quer este teu poeta
Em pedaços feito.
Assim te quer este teu poeta
Em suspiros breves ao vento:
"Leva-me contigo por onde a ela a levas."
Trindade
21/08/2013
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