sábado, 17 de agosto de 2013

Negócio Do Ópio

Oiçam, ouçam, não importa
Pois sei que não o vão fazer.

A vossa arrogância, mundo,
Transcende-o a ele próprio.

Passa ao lado,
Passa pelo lado.

Tapa os ouvidos à musica
Que meu corpo te envia, ingrato.

Pudesses tu tocar-me
Sem posteriores julgamentos.

Pudesses tu ensinar-me os acordes
Com que me tocas...

Ah, que raio de negócio
O do ópio sonhador:
Extravagante,
Excessivo,
Escassamente proporcional
À elasticidade das mentalidades que vós,
De olhos fechados,
Prendem.

Presos, tão presos
Ás lianas que vos mostravam outro:
Sítio?
Caminho?
Vertente especializada em vidas monótonas?
Balanço?

Nunca me atrevi a querer ser mais que aquilo que sou.
Quis ser infinito.
Quero ser infinito.
Sou infinito.

Trindade
16/08/2013

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