Oiçam, ouçam, não importa
Pois sei que não o vão fazer.
A vossa arrogância, mundo,
Transcende-o a ele próprio.
Passa ao lado,
Passa pelo lado.
Tapa os ouvidos à musica
Que meu corpo te envia, ingrato.
Pudesses tu tocar-me
Sem posteriores julgamentos.
Pudesses tu ensinar-me os acordes
Com que me tocas...
Ah, que raio de negócio
O do ópio sonhador:
Extravagante,
Excessivo,
Escassamente proporcional
À elasticidade das mentalidades que vós,
De olhos fechados,
Prendem.
Presos, tão presos
Ás lianas que vos mostravam outro:
Sítio?
Caminho?
Vertente especializada em vidas monótonas?
Balanço?
Nunca me atrevi a querer ser mais que aquilo que sou.
Quis ser infinito.
Quero ser infinito.
Sou infinito.
Trindade
16/08/2013
Sem comentários:
Enviar um comentário