O incenso queima desesperado
Por mais um nariz que lhe faça vénias.
Enquanto o frio entra no meu corpo,
Ele queima.
Queima enquanto se chateia
De quem a condenou à fogueira de um fim.
Mas um fim desbanalizado e escrito,
Em folha de papel de teatro,
Por um desesperado por descanso
E por um incenso
Que lhe encha a mente de odores perversos.
A noite já vai longa e
Acolhe a folga do futuro.
O corpo já vai no transe
Do momento calmo
E eu decido pôr fim à brasa
Que me purifica o universo.
Decido fechar os portões
Daquilo que já conheço.
Fecho.
Trindade
13/04/2013
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