quinta-feira, 25 de abril de 2013

Onde A Estrada Encruzilha

Onde a estrada encruzilha
Montas a tua tenda de clandestinidade
E vendes as almas que roubaste
Com um olhar e um beijo.

Não perdoas nem aqueles
Que merecem um amor
Como aquele que és incapaz de dar
E roubas.
Roubas e trocas por perfeição
Para conseguires roubar.
Não matas para viver,
Vives para matar
E a fasquia sobe à concorrência
Com a tua perfeição.

A impossibilidade de te ter
Aumenta ao lado do desejo
E do teu egoísmo.

Vou roubar almas ou o que consiga
Com as imperfeições
Que me são sempre fiéis.

Vou roubar sem dar aos pobres.
Vou roubar para te atingir.
Vou roubar para te roubar.

Trindade
25/04/2013

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