Onde a estrada encruzilha
Montas a tua tenda de clandestinidade
E vendes as almas que roubaste
Com um olhar e um beijo.
Não perdoas nem aqueles
Que merecem um amor
Como aquele que és incapaz de dar
E roubas.
Roubas e trocas por perfeição
Para conseguires roubar.
Não matas para viver,
Vives para matar
E a fasquia sobe à concorrência
Com a tua perfeição.
A impossibilidade de te ter
Aumenta ao lado do desejo
E do teu egoísmo.
Vou roubar almas ou o que consiga
Com as imperfeições
Que me são sempre fiéis.
Vou roubar sem dar aos pobres.
Vou roubar para te atingir.
Vou roubar para te roubar.
Trindade
25/04/2013
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