sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Apocalipse Engarrafado

Estas epopeias que escreves nos meus dedos
São sempre sobre o meu eu pouco heróico...
Lá temo eu sempre pelas mesmas paredes
Que um dia me limitem!
Foda-se!
Surgem-me sempre no mesmo sonho.
Pesadas!

Fosse eu antes um mendigo ao serviço da vida.
Trazia, com certeza, todos os dias um novo cálice.
Bebia, com certeza, todos os dias um novo apocalipse.

Trindade
04/10/13

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