E se usasse o coração como folha de rascunho?
Subias bem mais facilmente,
E digo-te que subias,
A escada que roubaste no fundo da questão.
A mesma que um dia vais usar como
Era no muro das lamentações.
Procuras o errado,
Escreves o mais ou menos
Sem sequer desapertar as amarras.
Cortas um e outro, uma e outra...
Ligações?
Pontes?
Encruzilhadas as nossas mãos?
É nessa altura que vendes o que um dia te roubei?
Profana então tudo quanto para mim é sagrado:
Os meus templos.
Rouba esta minha essência de senhor.
Rouba qualquer palavra. Qualquer uma.
Não te auto-roubes!
Rouba o telhado que me carrega
E o céu que seguro.
São só os castigos de uma vida eterna.
Trindade
04/10/2013
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