Na noite em que o vento nos levou
Eu vi-me a mim próprio em chamas.
Incendiei o teu cigarro,
Incendiei o meu,
Incendiei-me a mim
E a qualquer sombra de qualquer coisa.
Enquanto o fumo se soltava,
O cigarro ardia e
A minha cabeça pairava.
Tão leve...
Um veneno agradável.
Tão doce...
Os olhos insistiam em ti.
Perseguiram-te até à mais fina morte.
Um corte de papel,
Um copo de silêncio,
Uma tragédia e uma comédia,
Um errado e um aborrecido,
Um outro cigarro e uma outra história.
Um pouco de ti.
Um nada de mim.
Trindade
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