sábado, 7 de dezembro de 2013

Um Copo De Veneno Doce

Na noite em que o vento nos levou
Eu vi-me a mim próprio em chamas.

Incendiei o teu cigarro,
Incendiei o meu,
Incendiei-me a mim
E a qualquer sombra de qualquer coisa.

Enquanto o fumo se soltava,
O cigarro ardia e
A minha cabeça pairava.
Tão leve...

Um veneno agradável.
Tão doce...

Os olhos insistiam em ti.
Perseguiram-te até à mais fina morte.

Um corte de papel,
Um copo de silêncio,
Uma tragédia e uma comédia,
Um errado e um aborrecido,
Um outro cigarro e uma outra história.
Um pouco de ti.
Um nada de mim.

Trindade

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