Deixo-vos aqui mais um poema pelo meu amigo Fred. Um brinde a ele:
Estou cansado de estar aqui
Suprimido por estes medos infantis
A tua cara assombra
Os meus outrora agradáveis sonhos
E a tua voz leva com ela toda a sanidade que me resta.
Até gostava que notasses
Quando eu não estou.
Mas porque haverias de o fazer?
Até porque sou um estranho,
O que estou aqui a fazer?
Mas como posso eu amar,
Se tenho medo de perder esse jogo?
És como um oceano no meu quarto,
Afogo-me no meu pensamento.
Às vezes, sinto o medo da incerteza
Apoderar-se de mim
E pergunto quanto tempo
O deixei conduzir-me
Falo para mim
Mais ninguém precisa de ouvir o que sinto por ti
Haveriam de querer,
Nem a ti interessa.
Costumava saber o que queria e onde ir.
Agora ando sozinho e sem destino,
Amargurado pela vida.
O que dirias se ficasse
Um bocadinho se pudesse?
Se agora partisse,
Como seria se regressasse?
E se eu mudasse tudo?
Tudo. Menos o meu nome.
Continuaria a ser o mesmo?
Sim.
Pois esse desejo irrefutável,
Não reprimido, incontrolável
De te ter nos meus braços
Não me deixaria mudar.
Fazes-me sentir
Um todo, em casa, descontraído,
Livre, divertido.
Porque mesmo longe, irei sempre amar-te
Por muito tempo que não estejas,
Por muitas palavras que diga,
Irei sempre amar-te.
Fred
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