Os sons loucos e distorcidos
Da multidão!
Cada um olha por si,
Com mais nada se preocupam.
Lançam palavras sujas
No ar enquanto se odeiam.
Exército de cada um,
Um por si próprio
E todos por nenhum!
Vestem armaduras de pele,
Como se estas os protegessem
Do frio que lhes aquece o sistema nervoso...
Loucos? Não,
Amantes puros.
Criaturas de coração acelerado
E punho pesado,
Punho destroçante e
Linguas blasfemizadas!
Louco sou eu!
Sim, tenho um pingo de loucura.
Um pingo é modéstia...
Nasce e cresce-me uma
Ira!
Nasce nos ossos e propaga-se
Pelo frio corpo tremelicante.
Este frio de merda!
Prende-me os dedos,
Meus mais úteis instrumentos.
Se ao menos me pudesse juntar a eles,
Aos amantes,
Vestia a minha armadura de pele
E escrevia,
Nem que fossem as suas
Palavras sujas.
Trindade
13/02/2012
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