sexta-feira, 29 de março de 2013

Frio De Merda!


Os sons loucos e distorcidos
Da multidão!
Cada um olha por si,
Com mais nada se preocupam.
Lançam palavras sujas
No ar enquanto se odeiam.

Exército de cada um,
Um por si próprio
E todos por nenhum!
Vestem armaduras de pele,
Como se estas os protegessem
Do frio que lhes aquece o sistema nervoso...

Loucos? Não,
Amantes puros.
Criaturas de coração acelerado
E punho pesado,
Punho destroçante e 
Linguas blasfemizadas!

Louco sou eu!
Sim, tenho um pingo de loucura.
Um pingo é modéstia...
Nasce e cresce-me uma 
Ira!
Nasce nos ossos e propaga-se
Pelo frio corpo tremelicante.

Este frio de merda!
Prende-me os dedos,
Meus mais úteis instrumentos.
Se ao menos me pudesse juntar a eles,
Aos amantes,
Vestia a minha armadura de pele
E escrevia,
Nem que fossem as suas 
Palavras sujas.

Trindade
13/02/2012

Sem comentários:

Enviar um comentário