sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Palavra-Passe Para o Fim

Os tornados que à minha frente se formam
Remontam-me sempre ao mesmo penhasco.
Trazem-me sempre a adrenalina
De não saber
Se o salto leva às nuvens
Ou a rios de fogo.
O som saiu seco.

Mais uma incerta noite.
Só mais uma que dure
E que me leve a um sítio certo.
Penhascos.
Penhascos verdes
De perfume insano.

Faz-nos espremer a alma.
Oh, se faz...

Saber que no fim de tudo,
No fim de uma queda
Em astros alheios,
O som sai sempre seco.
O som de um sonho.
O som de um sonho que dói.

Trindade

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