Uma poesia para amenizar
O que outrora fora
Um outro momento estático.
Vamos parar.
Somos uniformes,
Disformes,
Por vezes insanos.
Que culpa é a nossa?
Se for será só uma culpa
Transparente,
Tal como eu:
Omnipresente
No meu próprio espaço.
Sem perceber as minhas próprias
Ironias,
As minhas próprias
Matanças,
Esfaqueando por aí
Panças,
Espezinhando por aí um
E depois outro.
A cara vaga traz-me sempre o sorriso.
Remenda sempre um e outro.
carlos
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